A OpenAI apresentou, nesta quinta-feira (5), o GPT-6 Cyber, um modelo de inteligência artificial (IA) voltado para a segurança digital que supera versões anteriores na identificação de vulnerabilidades em sistemas de computadores. A ferramenta foi classificada como “crítica” para a segurança cibernética devido ao alto potencial técnico.
Segundo a big tech, o modelo alcançou, em testes práticos realizados em ambientes controlados, um índice de acerto de quase 50% na exploração de falhas remotas, o que superou os 32,1% registrados pelo antecessor (o GPT-5.6 Cyber). A tecnologia também apresentou maior precisão para respeitar as regras estabelecidas pelos pesquisadores.
O GPT‐6 Cyber é um grande salto na pesquisa de segurança: mais capaz de encontrar e corrigir vulnerabilidades e permanecer muito mais confiável dentro dos limites estabelecidos pelos pesquisadores.
Comunicado da OpenAI
OpenAI lança GPT-6 Cyber e afirma que modelo caça falhas sem desobedecer pesquisadores Foto: Reprodução/ChatG
“Essa melhoria no alinhamento reflete o treinamento dedicado para permanecer dentro do escopo autorizado, respeitar as restrições e relatar os resultados com precisão”, completou a OpenAI, em comunicado oficial.
Descobertas durante o período de testagem
Durante os testes de validação, os analistas aplicaram o sistema no código do kernel Linux. O modelo reproduziu milhares de falhas conhecidas e gerou códigos de exploração funcionais para centenas delas. A partir dessa ação, a empresa relatou que centenas de problemas críticos foram enviados aos mantenedores do software acompanhados de propostas de correção.
Paralelamente, o sistema atuou no navegador Firefox, no qual documentou dezenas de falhas inéditas classificadas como “de alta gravidade”. A Mozilla, a organização responsável pelo desenvolvimento do navegador, iniciou a liberação de atualizações de segurança para corrigir os problemas identificados pela IA.
Esquema explicativo do funcionamento do novo modelo de inteligência artificial GPT-6 Cyber Foto: Reprodução/OpenAI
Para evitar usos indevidos, a OpenAI explicou ter implementado salvaguardas que monitoram as ações do modelo e bloqueiam tentativas de comprometer controles industriais e infraestruturas essenciais. O desenvolvimento dessas proteções contou com a colaboração da empresa de segurança cibernética Dragos, que testou os modelos em laboratório e publicou os resultados em uma análise técnica.
O piso de habilidade está caindo para o reconhecimento e a pesquisa de vulnerabilidade necessária antes de um ataque
Rob T. Lee, Diretor de IA da Dragos
A companhia frisou que o acesso ao novo modelo está restrito a clientes selecionados e aprovados que participam do programa voltado para testes autorizados e pesquisas avançadas de segurança
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